Domingo, 27 de Janeiro de 2013

Os "loucos anos 20" e as mutações nos comportamentos e na cultura

 

A mulher nos anos 20

  1. Descreve, tendo em conta o documento, as principais transformações na sociedade dos anos 20.
Publicado por História às 12:00
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18 comentários:
De Cátia Santos a 13 de Abril de 2008 às 22:44
Entre 1914 e 1918, com a Primeira Guerra Mundial, viveu-se uma época de horror e destruição, com a mobilização dos homens para a guerra, a ruína da economia e a crise de valores. Porém, terminada a guerra, a economia mundial conheceu uma fase de recuperação e prosperidade.

Eram os "Loucos Anos '20". Os padrões de vida alteraram-se. Era a era do jazz, do charleston, dos cabarets, das casas de chá e dos clubes, da preferência pelo teatro em vez do cinema. Na moda feminina, as saias subiram do tornozelo até ao joelho, e o homem trocou a casaca pelo fato.

Também nesta altura houve um grande desenvolvimento da imprensa, com o aumento do número de jornais e de revistas e com a vulgarização do romance policial e da banda desenhada (Tintin, Mickey...); da rádio, com o surgimento das grandes cadeias de rádio como a NBC e a BBC; e do cinema, com o surgimento dos filmes sonoros, da construção de salas apropriadas e com o surgimento das grande produtoras.

O teatro, as exposições de arte e o desporto também ganharam outro fôlego. O futebol distinguiu-se entre os demais, mas, em alguns países, o boxe tinha também grande popularidade. Assim, criou-se uma cultura comum à maioria dos membros da sociedade - a cultura de massas.

Nos anos '20, também se deu uma explosão do saber científico, com descobertas sensacionais nos domínios da Física, Astronomia, Biologia, Medicina e Ciências Humanas, como a Psicologia e História. Entre estas descobertas, encontram-se: a Teoria da Relatividade de Einstein, o estabelecimento da teoria do Big Bang como explicação para a origem do Universo, a descoberta da penicilina por Fleming, a fundação da Psicanálise por Freud, a descoberta de novos dados sobre a origem do homem, entre outras.

A prosperidade dos anos '20 criou, assim, um clima de confiança na economia. Estava na moda comprar acções, pois era mais lucrativo investir na especulação do que na produção de bens. Porém, esta situação iria levar a desastrosas consequências.

No início de 1929, nos Estados Unidos, os homens de negócios começaram a aperceber-se de uma baixa na produção de aço, na construção civil e na venda de automóveis. Assim, algumas pessoas começaram a vender as suas acções. Este movimento foi crescendo até que, no dia 24 de Outubro, denominado de "Quinta Feira Negra", milhões de acções foram postas à venda. Mas, como não encontraram compradores, foram perdendo o seu valor. Era o 'crash' da Bolsa de Wall Street!

Esta crise alastrou aos bancos, à produção agrícola e industrial. Muitas empresas foram à falência e milhares de trabalhores foram despedidos. A miséria atingiu as cidades e os campos, lançando no desespero vastas camadas da sociedade norte-americana.

A crise começou nos Estados Unidos, mas depressa se estendeu a outros países. Entre 1929 e 1933, a economia mundial, com excepção da Rússia que tinha um sistema económico diferente, conheceu uma profunda depressão. Iniciava-se, então, o período designado por Grande Depressão.


De Graça Silva a 16 de Abril de 2008 às 11:08
O crescimento das cidades verificou-se nos finais do século XIX e no início do século XX, o que veio romper com o equilíbrio entre a cidade e o campo, perturbando as relações familiares e sociais.

A concepção positivista da ciência entrou em declínio: o racionalismo, a certeza e o absoluto deram lugar à incerteza, ao relativismo e ao determinismo.
Houve mudanças também nas correntes literárias e artísticas.

O crescimento urbano, que se tornou cada vez mais complexo e desenvolvido, teve consequências irreversíveis até aos dias de hoje, não só nos domínios político e social, mas também económico e cultural.
Houve uma grande transformação na vida urbana.
A cidade passou a situar-se no primeiro lugar da vida social, não só do ponto de vista quantitativo (existia grandes massas populacionais), mas também como centro de actividades poderosas e fundamentais (políticas, administrativas, bancárias, comerciais, industriais, serviços...).
O desenvolvimento das cidades destacou-se, ainda no século XIX, como um dos fenómenos mais importantes da História, podendo esse facto ser definido como resultado básico e decisivo das transformações do sistema industrial.
De facto a industrialização veio alterar profundamente a dimensão e o carácter das cidades. Em 1800 contavam-se apenas 15 grandes cidades, passados 50 anos já se podiam contar cerca de 40 e 100 anos mais tarde eram 700.
Estas grandiosas cidades passaram a apresentar algumas características semelhantes, como: casario denso e muitas vezes uniforme, ao longo de avenidas e ruas e ao redor de largos e praças; ritmo agitado; tráfego caótico; poluição; etc…
Quase todas as grandes cidades (as “metrópoles”) cresceram, englobando os centros urbanos vizinhos, formando-se, assim, gigantescas superfícies edificadas, em muitos casos, com dezenas de quilómetros de extensão.

Algumas das metrópoles passaram para “megalópoles”, isto aconteceu com a união da área urbanizada entre as cidades ao longo de centenas de quilómetros. Por exemplo, entre Washington e Bóston, formou-se a maior megalópole do mundo, Nova Iorque.
Fenómenos idênticos de megalópoles aconteceram no Japão, na Alemanha e na Holanda.
Nestas grandes cidades observaram-se mudanças na própria estrutura urbana. O coração da cidade deixou de ser a praça ou a catedral, um lugar onde as pessoas se encontravam, para dar lugar aos grandes arranha-céus, aos grandes edifícios públicos, aos grandes centros comerciais, às sedes das grandes empresas a aos bancos, assim eram os “novos centros” das cidades.

Para atender às exigências e às necessidades de milhões de pessoas, as cidades precisaram de equipar-se com serviços públicos: transportes, escolas, abastecimento de águas, rede de esgotos, recolha de lixo, assistência médica, etc. Eram estruturas complexas, gigantescas e dispendiosas, planificadas para uma expansão contínua, ao ritmo do próprio desenvolvimento urbano.


De Karyne moura a 28 de Julho de 2010 às 20:00
nem me importo com historia pra mim e um monte de besteira
kkkkkk bando de besta perde o tempo de
vçs com historia puts q viadagem


De CrisValomt a 9 de Novembro de 2010 às 12:26
Olá, Karine!
Só uma pessoa completamente ignorante deixaria um comentário como o seu. Se não gosta de história o que veio fazer em um blog sobre história?


De diana antunes a 20 de Outubro de 2012 às 17:04
se a tua esperteza nao tem maior alcance, sem ser para fazer esse tipo de comentarios, eu se fosse tu, nao iria a este tipo de blogs...


De anti-estupidos a 13 de Janeiro de 2013 às 18:27
pena que existiu uma vaca em 1930 que deu a luzuma geração ignorante de vacas como vc atrasada!!! , vai encontrar outro lugar para deixar o seu lixo...vagaba


De FraanAlencar a 2 de Maio de 2013 às 00:52
Estudar História não se resume a decorar datas e nomes. Na verdade, isso é só uma pequena parte do conhecimento que essa matéria pode oferecer. Mais importante do que saber quando foi o descobrimento do Brasil, é conseguir relacionar os fatos e perceber que as transformações de uma sociedade não são naturais ou espontâneas, mas determinadas por uma série de fatores anteriores.
Sempre que tentamos entender por que alguma coisa aconteceu, seja a Inconfidência Mineira ou o comportamento hipócrita de algumas pessoas , estamos empregando o pensamento histórico, isto é, a busca pelos fatores que originaram esses acontecimentos. "A história não é o estudo do passado pelo passado, é necessário ir ao passado para a compreensão de todos os questionamentos do tempo presente", explica o historiador Tiago Menta.


De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2011 às 18:15
essa karyne é que é besteira


De Anónimo a 3 de Março de 2011 às 17:41
paz e com z


De Daniel a 30 de Março de 2014 às 14:58
E anônimo, é com "^'


De Joana Aguiar a 24 de Abril de 2012 às 19:19
1. Descreve, com base no documento, as principais alterações da vida urbana.
Após a I Guerra Mundial o mundo recuperava de tempos controversos e duros. Ao mesmo tempo que a economia dos EUA crescia, acabando por ser uma superpotência. Invejava-se o estilo de vida dos americanos – “American Way of Life”.
Os “loucos anos 20”, como ficaram conhecidos, caracterizaram-se pelo consumo desenfreado, aumento significativo da população urbana, os clubes noturnos ganharam outra importância, e a sétima arte era a melhor diversão. Os anos 20 foi um período de euforia generalizada.
A procura do modo de vida urbano teve um grande aumento, as cidades ficam cheias de gente. A multidão partilha o mesmo estilo de vida, horários e comportamentos. Um modelo estandardizado numa sociedade que tende para a massificação.
Acompanhado por uma indústria que produz constantemente novos bens de consumo, consequência da melhoria do nível de vida e de um maior poder de compra.
A procura da evasão e do prazer da vida noturna invade a multidão, “Os teatros, os cinemas, os night-clubs e outras salas de espetáculos e de jogos das grandes cidades tornaram-se locais habitualmente frequentados.” Nascendo novos estilos de dança que acompanham o ritmo acelerado da sociedade do século XX. Assim como o gosto pela velocidade, através do acesso ao automóvel e à melhoria dos meios de transporte, “favorecendo uma maior mobilidade espacial e do ritmo de vida.”. Tal como aumentou o gosto e o interesse pela viagem. Uma era de inovações e modernização, o rádio, o carro, a art deco, as vanguardas (dadaísmo, o surrealismo), o jazz, o cinema com falas e a moda. As roupas mudam e adequam-se a toda essa liberdade, saindo daquela estrutura desconfortável do espartilho e de tanta ornamentação. Mas tal como ilustra o documento “este novo estilo de vida (…) por uma latente inquietação e instabilidade nos comportamentos sociais.”.
O ritmo de vida, outrora pacato, acelera-se, nos anos 20, tornando-se frenético.


De Joana Aguiar a 24 de Abril de 2012 às 19:21
2. Carateriza a crise dos valores tradicionais sentida pela sociedade após a Primeira Guerra Mundial.


A brutalidade da Primeira Guerra Mundial colocou em causa valores espirituais e morais que até aqui eram partilhados. O impacto da destruição provocado pela guerra gerou um sentimento de descrença e pessimismo.
Após o conhecimento dos milhões de mortos que a guerra provocou, e a situação de miséria que tomara conta das cidades europeias ocorreu uma profunda “crise de consciência”. Uma forte vaga de contestação tomou conta da sociedade, instalando-se um clima de anomia. Caracterizado pela ausência de um conjunto de normas consistente e genericamente aceites pelo grupo social.
Foi este relativismo de valores e normas que acelerou a mudança de comportamentos que caracterizou os anos 20. Essas mudanças invadiram a vida urbana. Uma das principais mudanças, certamente, foi a emancipação da mulher. Sinónimo de uma alteração profunda na mentalidade, hábitos e crenças na sociedade.
A confiança na superioridade da civilização ocidental dava aos mesmos, uma sensação de otimismo e confiança numa época extraordinária, longe de se acreditar que seria efémera. Acompanhada por grandes descobrimentos tecnológicos e um grande progresso económico. Mas “foi uma paz aparente”, já que esse crescimento económico era artificial e aparente. Já que mais tarde a economia mundial vai colapsar com o famoso “crash de wall street”- e conhecer a crise dos anos 30.


De História a 7 de Maio de 2012 às 16:47
Muito bem, boa análise!


De rocio a 28 de Dezembro de 2012 às 14:54
gente queria viver nessa epoca


De Filipa a 6 de Janeiro de 2013 às 19:23
Será que alguém me pode ajudar ?? preciso que me digam qual foi a importância da radio nos loucos anos 20


De Marco Gomes a 6 de Janeiro de 2013 às 21:32
Filipa, a rádio foi muito importante para a divulgação da informação a um grande número de pessoas.


De Inês Dias a 4 de Junho de 2013 às 22:31
O ano de 1919 não é apenas o fim da guerra e a assinatura do tratado de Versalhes, é também o pontapé de partida para os tão conhecidos Loucos Anos 20. Esta década foi marcada pela extravagância de uma nova sociedade que luta para recuperar, tanto a nível económico como a nível social dos graves danos provocados pela grande guerra. As principais alterações são o acréscimo de uma classe média, as pessoas passarem a ser mais consumistas, a dar maior importância a simples coisas como, o cultivo do ócio e do desporto, o lazer, à mistura entre sexos e as mulheres finalmente lutarem pelos seus direitos (direito ao voto, ao trabalho e ao seu salário, direito à posse de bens, etc), pela igualdade, pela sua emancipação.


De Bianca Costa a 5 de Julho de 2013 às 02:23
Preciso de informações sobre a política na década de 1920 nos Estados Unidos... Alguém pode me ajudar? Obrigada


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