Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

A Grande Depressão

O "Crash de Wall Street" na capa do jornal London Herald, de 25 de Outubro de 1929«Na famosa "quinta-feira negra", 24 de Outubro de 1929, os títulos postos à venda [na Bolsa de Nova Iorque, em Wall Street] não encontram compradores (...): cerca de 70 milhões de títulos são lançados no mercado sem contrapartida. É a derrocada das cotações: a perda total avaliada em 18 mil milhões de dólares. O fenómeno repete-se nos dias seguintes, amplia-se por um processo cumulativo que abala a confiança, mola real do crédito na economia liberal. (...) Esta crise de crédito revela a sobreavaliação dos valores (...). A crise sanciona, pois, uma especulação excessiva, uma inflação do crédito. Para os especialistas, trata-se de um acidente técnico que saneará o mercado e permitirá o regresso à ordem (...). Todavia, contrariamente à expectativa geral dos técnicos, do presidente [dos Estados Unidos, Hoover] e dos eleitores que nele tinham votado, a crise instala-se, perdura e atinge outros sectores da economia americana e também outros países. (...)

É como uma paragem cardíaca.»

 

René Remond, Introdução à História do Nosso Tempo, Gradiva, 1997

 

Contextualize o aparecimento da Grande Depressão de 1929.


http://www.youtube.com/watch?v=TCNKq0-9p3w&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=c4-hg18ZUfA&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=9_FFwbcAaI4&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=RJpLMvgUXe8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=MTCKxye9_so&feature=related

Publicado por História às 11:35
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1 comentário:
De Graça Silva a 18 de Abril de 2008 às 17:30
A economia ocidental, e principalmente a dos Estados Unidos, conheceu um extraordinário desenvolvimento nos anos na década de 1920.
As populações saídas da guerra, tinham ânsia de gozar a vida. Assim, graças ao aumento espectacular do poder de compra, adquirem bens materiais (casa, automóvel, electrodomésticos), divertem-se (dança, música, cinema) e praticam desportos. Mas muitos dos bens materiais eram adquiridos pelo recurso ao crédito, então muito facilitado.
Esta prosperidade dos anos vinte criou, assim, um clima de confiança na economia. Estava na moda comprar acções pois era mais lucrativo investir na especulação do que na produção de bens.

Nos Estados Unidos, nos inícios de 1929, os homens de negócios aperceberam-se de uma apreciável baixa na produção de aço, na construção civil e nas vendas de automóveis.
Alguns receosos, começaram a vender as suas acções. Este movimento cresceu ao longo do mês de Outubro. No dia 24 deste mês, (a quinta-feira negra), milhões de acções foram postas à venda. Mas, não encontraram compradores e, de queda em queda, perderam o seu valor.
A Bolsa de Nova Iorque (Wall Street), tinha falido.
A crise alastrou aos bancos que tinham emprestado dinheiro para a compra das acções, muitos entraram em bancarrota.
A produção agrícola e industrial foi, de imediato, afectada. Muitas empresas foram à falência e milhares de trabalhadores despedidos.

A crise estendeu-se a outros países. Entre 1929 2 1933, a economia mundial - com a excepção da URSS, que tinha um sistema económico diferente – conheceu uma profunda depressão.
Esta depressão económica mundial, foi provocada pelos bancos e pelos empresários americanos que retiraram os seus capitais que tinham colocado em bancos estrangeiros. De imediato, por toda a parte, multiplicaram-se as falências e o encerramento das mais diversas empresas.
Em resultado da depressão económica, a produção agrícola e industrial diminuiu por toda a parte. As compras de matérias-primas, como o café do Brasil, a lã da Austrália e os cereais da Argentina, foram muito afectadas.
A quebra da procura provocou, a nível mundial, uma baixa da produção (menos cerca de 40%) e das trocas internacionais (menos cerca de 30%). Também os preços caíram por toda a parte (cerca de 50% nas matérias-primas e de 30% nos produtos industrializados).

Os problemas sociais surgiram.
A falência de milhares e milhares de empresas provocou, em todo o mundo, cerca de 30 milhões de desempregados. Os países mais afectados foram os Estados Unidos (12 milhões de desempregados), a Alemanha (6 milhões) e a Inglaterra (3 milhões).
Os operários e os camponeses foram duramente afectados. As classes médias viram reduzidos os seus rendimentos. Muitos empresários foram vítimas de falências. Assim, amplas camadas da população engrossaram o número de pobres e miseráveis.
Nas cidades, filas e filas de desempregados acorriam aos refeitórios populares e às instituições de assistência. Nos meios mais industrializados, organizavam-se “marchas de fome”, exigindo-se auxílio aos governantes do país; nos meios rurais, multidões de homens percorriam os caminhos em busca de alimento, todos eles ofereciam os seus serviços por baixo preço. Nos arredores das cidades, erguiam-se os bairros de lata, de que são exemplo os Hoovervilles (nome dos bairros de lata americanos surgidos no tempo do presidente Herbert Hoover (1929-1932)).


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