Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

A Época Moderna

Nos séculos XV e XVI, vive-se um dinamismo civilizacional notável numa Europa que se abre ao Mundo e ultrapassa as crises dos finais da Idade Média.

É o tempo do Renascimento, movimento cultural iniciado em Itália. baseado na Antiguidade Clássica, faz do Homem o centro do conhecimento, da cultura e da beleza artística.

Embora a Itália, pela sua herança e contactos, sirva de matriz inspiradora ao ressurgimento greco-latino, toda a Europa participa de renovação cultural: da Península Ibérica à Polónia, da Inglaterra à Alemanha. Por toda a parte se fundem as novidades italianas com as descobertas e tradições locais.

No Ocidente da Europa, Lisboa e Sevilha são portas abertas para o Mundo, como ponto de partida e chegada das rotas transoceânicas que interligam para sempre a Europa, a África, a América e a Ásia.

Pelo conhecimento de novas terras, novos mares, novos povos, os países ibéricos contribuem para a vivência universalista da cultura do Renascimento.

Desvendam novas terras, novos mares, novas gentes, novos astros; revelam floras e faunas desconhecidas; conduzem ao aperfeiçoamento das técnicas naúticas; repercutem-se numa nova representação cartográfica da terra.

Fundados na observação e no contacto directo com as realidades, que descrevem rigorosa e pormenorizadamente, os novos conhecimentos da Natureza e do Mundo desacreditam as opiniões dos Antigos. A experiência eleva-se a autoridade e fonte de saber, conduzindo à revolução das concepções cosmológicas.

O Renascimento conheceu a promoção do individualismo. Os humanistas, apaixonados pelos textos gregos e latinos, absorveram os seus valores antropocêntricos, fazendo da cultura antiga um instrumento formativo da personalidade humana. Preocupados com a construção de um mundo melhor, não deixaram de criticar as vilanias do presente, às quais contrapuseram as utopias. A paixão pelos clássicos perseguiu também os artistas, apostados na exaltação da figura humana, no equilíbrio das linhas arquitectónicas, na perfeição e na racionalidade das composições. Não se limitando aos Antigos, foram, todavia, capazes de os ultrapassar. Provam-no a técnica da pintura a óleo, a perspectiva e o naturalismo.

 

Publicado por História às 18:52
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