Sábado, 1 de Maio de 2010

Grupo I - A Sociedade de ordens do Antigo Regime

Camponeses, de Louis la Main

"Não podemos viver todos na mesma condição. É necessário que uns comandem e os outros obedeçam. Os que comandam têm várias categorias ou graus: os soberanos mandam em todos os do seu reino, transmitindo o seu comando aos grandes, os grandes aos pequenos e estes ao povo. E o povo, que obedece a todos eles, está, por sua vez, dividido em várias categorias. No conjunto da sociedade, uns dedicam-se especialmente a serviço de Deus, outros a defender o Estado pelas armas, outros a alimentá-lo e mantê-lo pelo exercício da paz."

 

Charles Loyseau, Tratado das Ordens e das Dignidades, 1610-13

  

Partindo da análise dos documentos, caracterize a sociedade do Antigo Regime, tendo em conta: composição e estatuto das ordens; hierarquia social e suas expressões nos valores e comportamentos.

Publicado por História às 01:13
| Comentar
21 comentários:
De Bárbara Matos a 2 de Março de 2008 às 16:41
A sociedade do Antigo Regime caracteriza-se por ser fortemente hierarquizada e estratificada em ordens e estados. Loyseau refere: «Não podemos viver todos na mesma condição» e é por se aceitar esta convicção que a sociedade do Antigo Regime foi hierarquizada e organizada de acordo com o prestígio, poder ou riqueza de cada grupo, alicerçada através do estatuto social, posição, dignidade, honra e direitos, sujeições, privilégios, deveres e símbolos distintivos de cada grupo social.


A categoria social é, pois, definida pelo nascimento e pelas funções sociais desempenhadas pelos indivíduos, correspondendo a um estatuto jurídico próprio.


A sociedade do Antigo Regime divide-se, efectivamente, em três estados ou ordens: o clero, a nobreza e o povo, também designado como Terceiro Estado, mas esta primeira divisão multiplicava-se depois em variadas subcategorias.


O clero, considerado o primeiro estado, é o único que não se adquire pelo nascimento, mas pela tonsura e goza de imunidades e privilégios [isenção fiscal e militar] e beneficia do direito de cobrança do dízimo, desempenhando altos cargos que lhe conferem grande prestígio e consideração social. A sua importância provinha ainda da função religiosa que desempenhava e da vasta erudição que o distinguia das restantes ordens sociais.


A nobreza constitui o segundo estado, sendo uma peça fundamental para o regime monárquico. Como ordem de maior prestígio, organiza-se como um grupo fechado, demarcado pelas condições de nascimento, pelo poder fundiário, pela sua função militar e desempenho dos mais altos cargos administrativos que lhe conferem poder, riqueza e grande prestígio.

Podemos distinguir a nobreza de sangue ou de espada (ancestral e honorífica) da nobreza de toga (recém nobilitada pelo exercício ou compra de cargos públicos. Não obstante as diferenças de estatuto social, podemos, no entanto, apontar como privilégios comuns a todos os nobres: a isenção de impostos, foro próprio e o usufruto de alguns privilégios de carácter senhorial.


O Terceiro Estado é a ordem não privilegiada, inferior na consideração pública. Muito heterogénea na sua composição, a sua importância dependia essencialmente da profissão exercida por cada indivíduo. Era a ordem tributária por excelência.

Podemos, por conseguinte, salientar o estrato dos camponeses e o da burguesia que englobava mercadores, banqueiros, cambistas, advogados, médicos, letrados, mas também o estrato composto pelos artesãos e trabalhadores assalariados e outros grupos sem modo de vida definido.


A distinção social fazia-se através de símbolos que incluíam o traje (certos tecidos reservados à nobreza e ao clero), saudação e tratamento (Eminência, Excelência, Senhoria para o clero e Excelência, Senhoria, Vossa Mercê ou Dom para a nobreza). A cada forma de tratamento correspondia um determinado número de rígidas normas protocolares que tinham de ser respeitadas em público.


Apesar desta estrutura que aparentemente retém a mobilidade social (já que o principal critério de diferenciação assenta no nascimento), o Antigo Regime permitiu a ascensão da burguesia à nobilitação quer pela via dos serviços especiais prestados ao rei quer pela do casamento entre famílias ricas da burguesia e famílias da nobreza.



De carlos a 23 de Outubro de 2008 às 23:59
agradeço a quem escreveu este post, vai me ajudar e muito no teste de historia que vou ter amanha...

abraço


De Sofia a 9 de Novembro de 2011 às 01:36
poderia me dizer onde encontrou esta resposta?


De Sandra Mort+agua a 2 de Abril de 2008 às 20:28
A sociedade do antigo regime era hierarquizada e caractrizada por estar dividida em vários estratos sociais (estratificada). Era uma sociedade de ordens e símbolos cada ordem possuía um símbolo que a caracterizava e que distinguia das restantes, a nobreza utilizava ouro prata. Esta sociedade é uma sociedade de privilégios.
A categoria social é definida pelo nascimento e pelas funções sociais desempenhadas.
Cada classe tinha um estatuto jurídico próprio.
A imagem é um exemplo evidente disto pois ao observa-la verificamos que existe um nobre e um membro do povo, o nobre esta sentado e bem apoiado com uma bengala e um vestuário luxuoso, e existe ate um cão que representa as diversões da nobreza como o exemplo da caça, e a boa vida que os nobres levariam. Por outro lado aparece um membro do povo de pé o que mostra a superioridade do nobre pois este esta sentado e bem instalado já o plebeu esta de pé e com farrapos vestidos, vê-se também um saco na mão do plebeu e sacos no chão um teria dinheiro e os outro seriais, demonstra os impostos que o povo tinha que pagar a nobreza.
E o documento apresentado também nos diz que “Não podemos viver todos na mesma condição. E necessário que uns mandem e os outros obdecam”

Esta sociedade divide-se, em três estados ou ordens: o clero, a nobreza e o povo, também chamado de Terceiro Estado.
No entanto a primeira divisão multiplica-se em variadas categorias.

O clero.
O clero é o único estatuto que não é adquirido ao nascimento.
No entanto os membros deste usufruem de muitos e privilégios:
 Isenção fiscal e militar
 Desempenha cargos que lhe dão elevado grau de prestígio, essencialmente os cargos religiosos que dão direito á consideração social
 Beneficia do direito de cobrança do dízimo.
 A vasta erudição também os distingue das restantes classes


A Nobreza.
A Nobreza é o segundo estado peça crucial para o regime monárquico.
 A nobreza é um grupo fechado e só é nobre quem nasce nobre.
 Com funções militares
 Estes desempenham cargos administrativos que lhes dão poder, riqueza e prestígio.

O Povo/Terceiro estado
O Povo era a classe dos que trabalhavam para alimentar as outras classes
 Podemos salientar o estrato dos camponeses.
 E o estrato da burguesia que englobava mercadores, banqueiros, cambistas, advogados, médicos, letrados, mas também o estrato composto pelos artesãos e trabalhadores assalariados.


De emily gabrielle a 9 de Fevereiro de 2012 às 23:29
muito obrigada sua resposta foi uma das melhores e mais resumidas para quem precisa copiar para fazer uma lição ou até mesmo um trabalho .MUITO OBRIGADA DE NOVO .


De História a 20 de Abril de 2008 às 01:56
A sociedade do Antigo Regime caracteriza-se por ser fortemente hierarquizada e estratificada em ordens ou estados. Esta divisão hierárquica organiza-se de acordo com o prestígio, poder ou riqueza de cada grupo, alicerçada através do estatuto social, posição, dignidade, honra e direitos, sujeições, privilégios, deveres e símbolos distintivos de cada grupo social. A categoria social é definida pelo nascimento e pelas funções sociais desempenhadas pelos indivíduos, correspondendo a um estatuto jurídico próprio. Como considera o historiador Roland Mousnier, distinguem-se cinco espécies de escalas de estratificação social: a estratificação legal, o estatuto social, a hierarquia económica, o poder e a estratificação ideológica.

A sociedade do Antigo Regime divide-se, então, em três ordens ou estados: o clero, a nobreza e o povo ou Terceiro Estado, multiplicadas por várias subcategorias.
O clero, considerado o primeiro estado, é o único que não se adquire pelo nascimento, mas pela tonsura e goza de imunidades e privilégios (isenção fiscal e militar) e beneficia do direito à cobrança do dízimo, desempenhando altos cargos, que lhe conferem grande prestígio e consideração social.
A nobreza constitui o segundo estado, sendo uma peça fundamental para o regime monárquico. Como ordem de maior prestígio, organiza-se como um grupo fechado, demarcado pelas condições de nascimento, pelo poder fundiário, pela sua função militar e desempenho dos mais altos cargos administrativos que lhe conferem poder, riqueza, ostentação e grande prestígio. A sua categoria e prestígio social era muito díspar, contudo o seu estatuto legal conferia-lhe um conjunto de privilégios (isenção de pagamentos ao Estado, excepto em caso de guerra, regime jurídico próprio, usufruto de alguns direitos de natureza senhorial).
O Terceiro Estado é a ordem não privilegiada, inferior na consideração pública. É a ordem tributária por excelência, de composição muito heterogénea, cujas diferenças residem essencialmente na actividade profissional e modo de vida. Assim, podemos salientar o estrato dos camponeses, o da burguesia (constituído tanto por mercadores como financeiros – banqueiros e cambistas, por letrados – advogados, notários e, por fim, artesãos, trabalhadores assalariados não qualificados, geralmente associados ao trabalho braçal).

A sociedade de ordens é sobretudo uma sociedade de símbolos. A distinção faz-se através dos trajes (reservando-se o uso de certos tecidos, de certos adornos como a prata para a nobreza), das formas de saudação e tratamento que se adoptavam e a que tinham direito pela sua condição social (por exemplo, um eclesiástico receberia o tratamento de Sua Eminência, Sua Excelência ou Sua Senhoria, Vossa Mercê ou Dom). A este tratamento correspondia também um conjunto rígido de regras de protocolo, sendo todos os comportamentos previstos. Mesmo a forma como se apresentavam em público, acompanhados de menor ou maior número de criadagem, dependia da sua posição social.

A diversidade de estatuto estava plenamente patente no regime jurídico. Normalmente, os nobres estavam isentos das penas consideradas mais vis, como o enforcamento, e eram poupados às humilhações e exposições públicas.

Apesar desta estrutura que aparentemente retém a mobilidade social (já que o maior critério de diferenciação assenta no nascimento), o Antigo Regime conduziu à ascensão da burguesia, que eleva a sua dignidade social, pela sua postura de trabalho e mérito pessoal, no seio do desenvolvimento do capitalismo comercial.


De Cecillia e Rafael Raínho a 2 de Março de 2009 às 18:46
A sociedade do Antigo Regime era caracterizada por ser hierarquizada em ordens ou estados. Esta divisão hierárquica está disposta de acordo com o prestígio, poder ou riqueza de cada grupo, associada através do estatuto social, sua posição, sua dignidade, sua honra e direitos, suas sujeições, seus privilégios, seus deveres e símbolos distintivos de cada grupo social. A categoria social é definida pelo nascimento e pelas funções sociais desempenhadas pelos indivíduos, que corresponde a um estatuto jurídico próprio. O historiador Roland Mousnier, distingue cinco espécies de escalas de estratificação social: a estratificação legal, o estatuto social, a hierarquia económica, o poder e a estratificação ideológica.
A sociedade do Antigo Regime divide-se em três ordens ou estados: o clero, a nobreza e o povo ou Terceiro Estado.
O clero, que era considerado o primeiro estado, é o único que não se adquire pelo nascimento, mas pelo gozo de imunidades e privilégios (isenção fiscal e militar) e beneficia do direito à cobrança do dízimo, desempenhando altos cargos, que lhes oferecem grande prestígio e consideração social.
A nobreza constitui o segundo estado, sendo uma peça fundamental para o regime monárquico. Como ordem de maior prestígio, organiza-se como um grupo fechado, demarcado pelas condições de nascimento, pelo poder fundiário, pela sua função militar e desempenho dos mais altos cargos administrativos que lhe conferem poder, riqueza, ostentação e grande prestígio. A sua categoria e prestígio social era muito díspar, contudo o seu estatuto legal conferia-lhe um conjunto de privilégios (isenção de pagamentos ao Estado, excepto em caso de guerra, regime jurídico próprio, usufruto de alguns direitos de natureza senhorial).
O Terceiro Estado é a ordem não privilegiada, inferior na consideração pública. Muito heterogénea na sua composição, a sua importância dependia essencialmente da profissão exercida por cada indivíduo. Era a ordem tributária por excelência.
Podemos, por conseguinte, salientar o estrato dos camponeses e o da burguesia que englobava mercadores, banqueiros, cambistas, advogados, médicos, letrados, mas também o estrato composto pelos artesãos e trabalhadores assalariados e outros grupos sem modo de vida definido.
A sociedade de ordens é sobretudo uma sociedade de símbolos. A distinção faz-se através dos trajes (reservando-se o uso de certos tecidos, de certos adornos como a prata para a nobreza), das formas de saudação e tratamento que se adoptavam e a que tinham direito pela sua condição social (por exemplo, um eclesiástico receberia o tratamento de Sua Eminência, Sua Excelência ou Sua Senhoria, Vossa Mercê ou Dom). A este tratamento correspondia também um conjunto rígido de regras de protocolo, sendo todos os comportamentos previstos. Mesmo a forma como se apresentavam em público, acompanhados de menor ou maior número de criadagem, dependia da sua posição social.
A diversidade de estatuto estava plenamente patente no regime jurídico. Normalmente, os nobres estavam isentos das penas consideradas mais vis, como o enforcamento, e eram poupados às humilhações e exposições públicas.
Apesar desta estrutura que aparentemente retém a mobilidade social (já que o maior critério de diferenciação assenta no nascimento), o Antigo Regime conduziu à ascensão da burguesia, que eleva a sua dignidade social, pela sua postura de trabalho e mérito pessoal, no seio do desenvolvimento do capitalismo comercial.


De Filipa / Joana :) as queridas do stor a 2 de Março de 2009 às 18:57
O Antigo Regime foi o estilo de governo que marcou a Europa na Idade Moderna. Na esfera política, era caracterizado pelo absolutismo, ou seja, o poder ficava concentrado nas mãos do rei; na economia, vigorava o mercantilismo, marcado pelo acúmulo de capital realizado pelas nações.
A sociedade do Antigo Regime divide-se, efectivamente, em três estados ou ordens: o clero, a nobreza e o povo, também designado como Terceiro Estado, mas esta primeira divisão multiplicava-se depois em variadas subcategorias.
O clero, considerado o primeiro estado, é o único que não se adquire pelo nascimento, mas pela tonsura e goza de imunidades e privilégios [isenção fiscal e militar] e beneficia do direito de cobrança do dízimo, desempenhando altos cargos que lhe conferem grande prestígio e consideração social. A sua importância provinha ainda da função religiosa que desempenhava e da vasta erudição que o distinguia das restantes ordens sociais.
A nobreza constitui o segundo estado, sendo uma peça fundamental para o regime monárquico. Como ordem de maior prestígio, organiza-se como um grupo fechado, demarcado pelas condições de nascimento, pelo poder fundiário, pela sua função militar e desempenho dos mais altos cargos administrativos que lhe conferem poder, riqueza e grande prestígio.
O terceiro estado é a ordem não privilegiada. Muito heterogénea na sua composição, a sua importância dependia essencialmente da profissão exercida por cada indivíduo. Era a ordem tributária por excelência.
A distinção social fazia-se através de símbolos que incluíam o traje (certos tecidos reservados à nobreza e ao clero), saudação e tratamento (Eminência, Excelência, Senhoria para o clero e Excelência, Senhoria, Vossa Mercê ou Dom para a nobreza). A cada forma de tratamento também correspondia um determinado número de rígidas normas protocolares que tinham de ser respeitadas em público.
Apesar desta estrutura que aparentemente retém a mobilidade social (já que o principal critério de diferenciação assenta no nascimento), o Antigo Regime permitiu a ascensão da burguesia à nobilitação quer pela via dos serviços especiais prestados ao rei quer pela do casamento entre famílias ricas da burguesia e famílias da nobreza.


De adriana,ritinha e tiaguinho a 2 de Março de 2009 às 19:01
A sociedade do Antigo Regime caracteriza-se por ser fortemente hierarquizada e estratificada em ordens e estados. A sociedade do Antigo Regime foi hierarquizada e organizada de acordo com o prestígio, poder ou riqueza de cada grupo, alicerçada através do estatuto social, posição, dignidade, honra e direitos, sujeições, privilégios, deveres e símbolos distintivos de cada grupo social.
A sociedade do Antigo Regime divide-se, efectivamente, em três estados ou ordens: o clero, a nobreza e o povo, também designado como Terceiro Estado, mas esta primeira divisão multiplicava-se depois em variadas subcategorias.
O clero, considerado o primeiro estado, é o único que não se adquire pelo nascimento, mas pela tonsura e goza de imunidades e privilégios [isenção fiscal e militar] e beneficia do direito de cobrança do dízimo, desempenhando altos cargos que lhe conferem grande prestígio e consideração social. A sua importância provinha ainda da função religiosa que desempenhava e da vasta erudição que o distinguia das restantes ordens sociais.
A nobreza constitui o segundo estado, sendo uma peça fundamental para o regime monárquico. Como ordem de maior prestígio, organiza-se como um grupo fechado, demarcado pelas condições de nascimento, pelo poder fundiário, pela sua função militar e desempenho dos mais altos cargos administrativos que lhe conferem poder, riqueza e grande prestígio.
O Terceiro Estado é a ordem não privilegiada, inferior na consideração pública. Muito heterogénea na sua composição, a sua importância dependia essencialmente da profissão exercida por cada indivíduo. Era a ordem tributária por excelência.
Podemos, salientar que o estrato dos camponeses e o da burguesia que englobava mercadores, banqueiros, cambistas, advogados, médicos, letrados, mas também o estrato composto pelos artesãos e trabalhadores assalariados e outros grupos sem modo de vida definido.
A distinção social fazia-se através de símbolos que incluíam o traje (certos tecidos reservados à nobreza e ao clero), saudação e tratamento.
Apesar desta estrutura que aparentemente retém a mobilidade social, o Antigo Regime permitiu a ascensão da burguesia à nobilitação quer pela via dos serviços especiais prestados ao rei quer pela do casamento entre famílias ricas da burguesia e famílias da nobreza.


De Teresa e Eugénia a 2 de Março de 2009 às 19:13
No antigo regime, a sociedade encontra – se hierarquizada em ordens ou estados. O poder, a ocupação, a consideração social de cada indivíduo são definidos pelo nascimento e reforçados por um estatuto jurídico diferenciado.

A sociedade deste antigo regime divide – se em três ordens ou estados, sendo eles o clero, a nobreza e o povo ou terceiro estado.
O clero (primeiro estado) adquire- se pela tonsura, e não pelo nascimento. Goza de imunidades e privilégios e beneficia do direito a cobrança do dízimo, que lhe confere grande prestígio e consideração social.
A nobreza (segundo estado) é uma peça fundamental para o regime monárquico. É demarcado pelas condições de nascimento, pelo poder fundiário, pela sua função militar e desempenho dos mais altos cargos administrativos que lhes proporcionam poder, riqueza, ostentação e grande prestígio.
O terceiro estado (povo) é a ordem não privilegiada, tributaria por excelência. As diferenças residem na actividade profissional e no modo de vida. Podemos salientar como exemplo os camponeses a burguesia.
A sociedade de ordens é caracterizada como uma sociedade simples. A sua distinção faz – se através dos trajes, das formas de saudação e tratamento consoante a sua condição social. Perante este tratamento existia também um conjunto de regras de protocolo.
Enquanto a nobreza e o clero se esforçavam por manter os privilégios antigos, no terceiro estado acentuam – se as diferenças sociais. Existia assim, uma burguesia endinheirada e culta, que foi imprescindível ao funcionamento do estado, porém a miséria do camponês aumenta, como resultado aumenta também as revoltas.
No auge da hierarquia social, estava o rei, afirmando – se como poder único, absoluto e sacralizado.

Vivia – se uma época de profundas desigualdades em que se verificava uma dictomia entre a cidade e o campo.


De Ana Lúcia e Tatiana a 2 de Março de 2009 às 19:14
No Antigo Regime a sociedade era fortemente hierarquizada em ordens ou estados. A posição social que ocupavam dependiam do nascimento, reforçada por um estatuto jurídico diferenciado, ou seja a lei não era igual para todos. Desta forma a sociedade do Antigo Regime dividia-se em três ordens ou estados: o clero, considerado o primeiro estado, é também o único que não se adquire pelo nascimento, mas antes por escolha própria, gozando de imunidades, privilégios e beneficia do direito a cobrança de dízimos, desempenhando assim altos cargos que lhe conferem um enorme prestígio e consideração social. A nobreza constitui o segundo estado e constitui um artefacto fundamental para o regime monárquico. Sendo esta a ordem de maior prestigio, organiza-se num grupo fechado, que é definido pelas condições de nascimento. Desempenham funções principalmente militares ou altos cargos administrativos, que lhes conferem poder, riqueza, ostentação e grande prestígio. Gozava ainda de um estatuto legal que lhes conferiam um grupo de privilégios. O Terceiro Estado é a ordem inferior da consideração pública deste modo não desfruta de qualquer privilégio. É a ordem contribuinte, por outras palavras, para uns puderem viver bem e desfrutar de inúmeras regalias outros têm de trabalhar, desempenhando deste modo a função de vassalagem. A sua composição é muito heterogénea, onde as diferenças se encontram na actividade profissional que desempenham e no modo de vida. Podemos salientar os estratos dos camponeses e o da burguesia. A sociedade de ordens é uma sociedade de símbolos, a distinção faz-se através de trajes, das formas de saudação e tratamento consoante a sua posição. A diversidade de estatutos estava visível no regime jurídico, normalmente os nobres estavam isentos das penas consideradas mais vis, como o enforcamento, e eram poupados às humilhações e exposições públicas. No topo da hierarquia social, o rei afirma-se como poder único, absoluto e sacralizado. Esta era, em suma, uma época de profundas desigualdades.


De Pedro,Nuno,Rui a 2 de Março de 2009 às 19:19
A sociedade do antigo regime era caracterizada por ser hierarquizada e estratificada (dividida em diversos estratos sociais). Cada estrato social caracterizava-se por ter um simbolismo próprio bem, como o que vestiam-se mediante o seu estatuto social. A sociedade neste momento dividia-se por três ordens: Nobreza, Clero e Povo.
O Clero é considerado o primeiro estado, é o único que não se adquire pelo nascimento, beneficia do direito á cobrança do dízimo, desempenha altos cargos, que lhe conferem grande prestígio e consideração social.
A Nobreza constitui o segundo estado, é uma peça fundamental para o regime monárquico.
É o grupo social que tem mais prestígio na sociedade, é demarcado pelas condições de nascimento, pelos cargos militares que ocupam (poder militar). A sua categoria e prestígio social permite-lhe um conjunto de privilégios tais como isenção de impostos ao estado, exceptuando em tempo de guerra e usufruíam de alguns direitos de natureza de senhorial.
Por fim, o estado menos importante mas que era a base de toda a sociedade, o Terceiro Estado (Povo) é uma ordem não privilegiada e que não tem direitos. Paga impostos às classes altas da sociedade, e na maioria dos casos deve-lhes vassalagem, as profissões dos mesmos são as de menos lucro, tais como artesões e trabalhadores não qualificados.
Nesta sociedade o rei é o poder absoluto e não pode ser contestado. Podemos concluir então que a sociedade desta altura é feita de desigualdades quer políticas quer sociais.


De Célia, Marisa e Raquel a 2 de Março de 2009 às 19:30
A sociadade do antigo regime carterizava-se fundamentalmente por uma hierarquização estanque que se dividia em: Clero, Nobreza e povo. Como já foi referido a hierarquização era estanque pois não havia mobilidade social, isto é, o seu estatuto social era atribuído pela nascença. Quem nascia nobre morria nobre.
Neste tipo de hierarquização o poder estva na mão das duas primeiras classes, clreo e nobreza.
Eram eles que detinham todos os prívilegios e regalias. Para além disso controloavam o povo. Embora a nobreza e o clero fossem apenas uma pequena fatia da população, eles controlavam o povo ( maior parte da população) de diversas maneiras e serviam-se de todo o tipo de mecanismos. Como a religião e de serem detentores de todos os terrenos agrícolas.
Através da relígião, as eleites instruiam o povo a obedecer-lhes, que era apenas aquela a sua função e destino/dever , pois era essa a vontade de Deus. Era por causa desta “istrução”, que o povo se sujeitava a todas as obrigações que as elites lhes impunhão. Que ia desde, dar metade da produção dos terrenos agricolas, à impostos.
Denota-se nesta sociadade um total falesia/abismo entre as elites e o povo.
O povo, que se sujeitava as exigências da elite, vivia na miseria, não tinha quaisquer condições de vida e de trabalho. Eram autenticas moscas presas na teia de uma aranha.
Para além da sua miseria, devido as más condições de higiene, o povo estava a ser devastado por diversas doenças. O que espelhava ainda mais a sua miseria e desolação.
Este período era caracterizado pela miseria, morte e más condiçoes, do povo. Existem enumeras obras que retratam e onde podemos observar e intrepertar, esta condições em que viviam o povo.


Comentar post

Externato Luís de Camões

Pesquisar

 

Junho 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


Posts recentes

Guia de estudo para o exa...

Guia de estudo para o tes...

Apresentação "Do autorita...

Caderno Diário "Do autori...

A Revolução de Abril

A liberalização fracassad...

Continuidade e evolução

O isolamento internaciona...

A defesa da independência...

A defesa do Ultramar

A solução para o Ultramar

O sobressalto político de...

Apresentação "Os Totalita...

O Estalinismo

O Estado Novo

O Nazismo

O Fascismo

As consequências da Grand...

A Grande Depressão dos an...

Caderno Diário "A Grande ...

Os "loucos anos 20" e as ...

Caderno Diário "Mutações ...

A falência da Primeira Re...

O agravamento da instabil...

Caderno Diário "Portugal ...

Caderno Diário "As transf...

Da depressão económica à ...

Guia de estudo: As Revolu...

Guia de estudo: A Filosof...

Guia de estudo: O Absolut...

Guia de estudo: A Socieda...

Trabalho de pesquisa - A ...

Trabalho de pesquisa - A ...

Trabalho de pesquisa - A ...

Exercício 5 - A Declaraçã...

Exercício 3 - Manifestaçõ...

Exercício 2 - O Absolutis...

Exercício 1 - A Sociedade...

Do Absolutismo às Revoluç...

Guia de estudo: Humanismo...

Arquivos

Junho 2013

Abril 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Maio 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Outubro 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Novembro 2008

Outubro 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Outubro 2007

Ligações