Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

A encenação do poder absoluto

«Os convites para as frequentes festas ou para os passeios privados em Versalhes foram os meios de que o rei se serviu para distinguir os cortesãos e para manter todos eles sempre ansiosos por agradar-lhe [...]. O rei olhava continuamente à direita e à esquerda, quando se levantava, ao deitar-se, durante as refeições, ao passar pelas salas e pelos jardins de Versalhes, o único lugar onde todos os cortesãos tinham liberdade de segui-lo: via e notava toda a gente, ninguém lhe escapava, nem mesmo aqueles que julgavam não ser vistos [...].

Para as pessoas de maior distinção, era vergonha não viver permanentemente na corte ou ir lá só de quando a quando.»

Saint-Simon, Memórias

 

http://www.youtube.com/watch?v=G93EhIGlVS0&feature=channel_page

http://www.youtube.com/watch?v=xozvnMZ7Jq4&feature=channel_page

 

Com base nos documentos, identifique os elementos estéticos de encenação ou representação do poder absoluto.

Publicado por História às 01:45
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2 comentários:
De Bárbara Matos a 2 de Março de 2008 às 16:45
Dos elementos de encenação ou representação do poder absoluto podemos destacar a corte régia. Era nela que se organizava o poder, era ela o espaço físico adequado à centralização político-administrativa da monarquia absoluta, assente em dois pilares: o luxo e a magnificência dos espaços onde se movimentam o rei e os cortesãos [Doc. D], a hierarquia e a cadeia social de precedências, com uma minuciosa etiqueta.

A corte era o local onde quotidianamente se encenava o poder e a grandeza do soberano, e o conjunto de pessoas que o rodeavam obedeciam a regras e a um cerimonial (maneiras de estar, de vestir, de falar, de gesticular, etc.) que tinham como objectivo o endeusamento do rei. Este controlava, fiscalizava e disciplinava os cortesãos.

As cortes, para além de serem centros culturais e artísticos, eram sobretudo centros políticos. Viver na corte ou frequentá-la conferia distinção social, aplaudida e aprovada pelo rei. Versalhes foi o símbolo, por excelência, da encenação do poder e grandeza do soberano.

Outro elemento de encenação ou representação do poder absoluto era a realização de grandes acontecimentos como o representado no Doc. E. Nestes eventos, o rei, na sua pessoa ou através dos seus súbditos, exibia o seu poder pela grandeza do seu séquito, pelo vestuário que cada qual envergava, pelas maneiras de falar e de se comportar, pelo respeito da etiqueta, etc..

Na realidade, toda a vida da corte - rotina quotidiana ou a celebração de grandes acontecimentos – tinha como único objectivo a exaltação da pessoa do rei como senhor absoluto.



De Cátia Monteiro a 5 de Março de 2008 às 22:38
O governo absolutista foi bastante importante para a modernização administrativa de certos países .
A centralização administrativa e financeira extinguiu os exércitos mercenários e criou uma burocracia civil que ajudou na manutenção de forças armadas. Desenvolveu formas de alistamento que serviram de base para o serviço militar moderno, diminuindo assim alguns abusos.
Sendo estes apenas alguns dos poucos pontos positivos que o poder absoluto fez pela sua sociedade.



De todos os momentos da história conseguimos retirar um pouquinho que se aplica na actualidade.
O poder absoluto encaixa perfeitamente no nosso momento presente.

Em Portugal, o poder ridiculariza, mas o poder absoluto ridiculariza muito mais.
Os nossos partidos políticos encontram-se para debaterem a subida dos custos dos nossos bens essenciais.
Pois então se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.


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