Domingo, 28 de Abril de 2013

A solução para o Ultramar

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General António Spínola, Guiné (1970)

 

Sem os territórios africanos, o país ficará reduzido a um canto sem expressão numa Europa que se agiganta, e sem trunfos potenciais para jogar em favor do seu validamento no concerto das Nações, acabando por ter uma existência meramente formal num quadro político em que a sua real independência ficará de todo comprometida. (...)

Mas não é pela força, nem pela proclamação unilateral de uma verdade, que conseguiremos conservar portugueses os nossos territórios ultramarinos. Por essa via, apenas caminharemos para a desintegração do todo nacional pela amputação violenta e sucessiva das suas parcelas, sem que dessas ruínas algo resulte sobre que construir o futuro. (...)


António de Spínola, Portugal e o Futuro, Fevereiro de 1974 

 

  1. Relacione as propostas de Spínola com as diferentes soluções para a questão colonial.
Publicado por História às 22:43
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1 comentário:
De Joana Aguiar a 5 de Junho de 2012 às 16:15
António de Spínola acreditava que a posição que o Regime tinha tomado para a conquista dos territórios africanos não era a melhor, e era de todas a menos eficaz. Esta ação violenta e com recorrente uso da força traziam consequências para Portugal que passavam além das perdas materiais e humanas. Com esta atitude Portugal fechava-se para o mundo e para o capital estrangeiro, “Sem os territórios africanos, o país ficará reduzido a um canto sem expressão numa Europa que se agiganta”
Salazar sabia que a perda das colónias se iria traduzir no empobrecimento e para o fim da estabilidade económica de Portugal. Para que isso não viesse acontecer Portugal enfrentou a Guerra Colonial contra os chamados “terroristas”, os guerrilheiros que pretendiam a independência. Em contra-ataque os guerrilheiros, apoiados miliariamente e economicamente por forças internacionais, como a União Soviética e a China. Tendo estes últimos como único interesse a expansão do comunismo e interesses geostratégicos.
A ONU acaba mesmo por fazer um apelo aos restantes países para que cortem as suas relações económicas com Portugal, para pressionar o regime a dar a independência às colónias, “e sem trunfos potenciais para jogar em favor do seu validamento no concerto das Nações”
Para o General Spínola, Portugal deveria terminar com os ataques aos guerrilheiros e atribuir a sua independência, para que ainda se pudesse salvar uma relação económica com os mesmos, “Mas não é pela força, nem pela proclamação unilateral de uma verdade, que conseguiremos conservar portugueses os nossos territórios ultramarinos.”. Sem denegrir a imagem de Portugal para o mundo e ficando a ganhar com relações políticas de paz com os territórios africanos. Como ilustra o documento:” sem que dessas ruínas algo resulte sobre que construir o futuro.“


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